E como reduzimos os riscos (com transparência, tecnologia e segurança)
O lifting facial Deep Plane é uma das cirurgias mais modernas e sofisticadas do rejuvenescimento facial. Quando realizado com técnica correta e equipe experiente, é um procedimento altamente seguro.
Mesmo assim, como qualquer cirurgia, existem riscos, e parte do nosso padrão premium é explicar isso com clareza, sem alarmismo, e mostrar como trabalhamos para reduzir cada um deles.
A seguir estão as complicações mais relevantes e suas taxas aproximadas na literatura médica.
1) Lesão nervosa (alteração de movimento ou sensibilidade)
Uma das maiores preocupações das pacientes é: “Posso ficar com o rosto torto?”
A boa notícia é que isso é raro. Na literatura médica, as taxas aproximadas são:
- lesão motora: cerca de 0,66%
- lesão sensitiva: cerca de 0,39%
E quando acontece, na maioria dos casos é temporário e melhora ao longo do tempo.
Como reduzimos esse risco
Nós reduzimos esse risco através de:
- técnica Deep Plane verdadeira (plano correto)
- dissecção cuidadosa e respeitando a anatomia
- uso de magnificação com lupa/microcirurgia, aumentando precisão e segurança anatômica
2) Hematoma (acúmulo de sangue)
O hematoma é uma das complicações mais conhecidas do lifting facial. Na literatura, as taxas aproximadas são:
- hematoma geral: cerca de 2,7%
- hematoma maior: cerca de 0,97% a 1,22%
Quando identificado cedo, o hematoma tem solução e não costuma comprometer o resultado final.
Como reduzimos esse risco
Além da hemostasia rigorosa e do controle da pressão arterial, utilizamos a rede hemostática.
Esse recurso é um grande diferencial porque ajuda a reduzir drasticamente a chance de sangramento e coleções no pós-operatório.
Na prática, ela reduz quase totalmente o risco de hematoma
Ainda assim, como toda cirurgia, não é possível afirmar risco zero.
3) Sialoma (coleção de saliva)
O sialoma é uma complicação incomum, que pode acontecer quando há uma pequena alteração em glândulas salivares durante a cirurgia, principalmente:
- glândula parótida (mais comum)
- glândula submandibular (em casos selecionados)
Isso pode causar um inchaço localizado, geralmente próximo à região da orelha ou mandíbula.
Na literatura, é descrito como raro, com incidência em torno de: ~2%
O mais importante:
Na grande maioria dos casos, a evolução é benigna, com resolução progressiva e sem prejuízo do resultado final.
Como reduzimos e tratamos
Nós reduzimos esse risco com técnica cuidadosa e respeito absoluto aos planos anatômicos.
E caso ocorra, temos um protocolo que pode inclui:
- acompanhamento próximo e retorno precoce
- drenagem local quando necessário
- e em casos selecionados, uso de toxina botulínica (Botox) para reduzir temporariamente a produção salivar e acelerar a resolução
Um ponto muito importante: Risco existe, mas o controle é o diferencial
Nenhuma cirurgia tem risco “zero”. Mas um lifting premium é aquele em que:
- o risco é minimizado com técnica moderna
- o pós-operatório é acompanhado de perto
- o paciente nunca se sente sozinho
- e qualquer sinal fora do esperado é tratado precocemente
Referências
GANDRA, Larissa et al. Facial nerve injury incidence in rhytidectomy: systematic review and meta-analysis. Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery, 2025.
MORTADA, R.; SMITH, J.; LEE, A. Complications of facelift surgery: a comprehensive review. Aesthetic Surgery Journal, 2023.
VAYALAPRA, J. et al. Deep plane versus SMAS facelift: a meta-analysis of complication rates. Plastic and Reconstructive Surgery, 2025.



